Silêncio.
O barulho do relógio ao fundo, e ninguém. Não há ninguém. Ninguém aparece. Lá pelas tantas surge uma alma pedindo uma informação qualquer. – Será que foi sério? – Quem pode saber?
Mais tempo de espera. Minutos. Horas passam. E o relógio. Não, as horas não passavam de fato. O telefone toca. Uma mensagem de serviço telefônico.
“Não, isso não atrapalha agora”. Sem atenção, deixa o livro cair, página vinte e oito, e “por que será que ninguém se importa?”.
As bolsas, os cadernos, as pastas e as canetas. Tudo espalhado sobre a mesa. Todo o material necessário. Mas de que servia? Nada, pensou. Ninguém se importa. ”E se ninguém se importa, não sou eu quem vai se importar”.
De repente um vulto para ao lado da porta. O olhar faz a pergunta cruel: “onde estão todos?”. Olha ao redor novamente. E vai embora. Novo e longo silêncio. Até que finalmente começa a ouvir burburinhos pelo corredor. Hora de ir. O prazo terminou e ninguém apareceu.
Como sempre, aliás!
Arrumou as coisas que estavam sobre a mesa. Preparou-se. Preparou-se para voltar amanhã. Voltar para o silêncio de todos os dias.
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