Um homem passa diante de uma placa com a seguinte
inscrição: “Há vagas”. Curioso e decidido a trocar de emprego ele resolve
procurar mais detalhes. Entra.
Havia uma pequena entrada, um corredor estreito e
comprido; no final do corredor, dobrava-se à esquerda. Lá o homem encontrou uma
mulher sentada diante de uma mesa. Séria. Parece não ter visto o homem entrar.
Tudo muito pequeno. Apertado. Incômodo. Sufocante.
O homem pergunta o que é necessário para preencher
a vaga. A mulher lhe estende uma folha de papel, não diz nada, sequer olha para
ele. Sentindo-se intimidado, o homem pega o papel diz “obrigado” à mulher e
sai.
Felizmente ninguém mais havia passado pelo
corredor, pois o homem saiu correndo assim que dobrou à direita. Estava assustado,
a mulher tinha uma aparência severa demais, e o ambiente todo muito fechado
quase o deixou sem ar.
Quando estava na rua, decidiu tomar um café e ler o
que havia na folha. Parou, sentou, bebeu água e pediu um café. Pegou o papel
dobrado na camisa e surpreendeu-se ao ler: “Venha fazer parte deste grande
empreendimento!! Se você é observador, gosta de caminhar e é independente,
junte-se a nós!!”. “Só isso?” pensou o homem. Ainda sem acreditar no que lia, o
homem decidiu se candidatar a uma vaga.
Quando voltou ao lugar sufocante e disse que queria
se candidatar à vaga, a mulher sorriu-lhe e disse: “A vaga é sua”. Ela se
levantou e abriu uma porta. Espantoso! Havia uma praia maravilhosa do outro
lado. (Daquelas que a gente só conhece pelos programas de viagem ou filmes). Ainda sorridente, a mulher voltou-se para o
homem e disse-lhe: “Agora, seu trabalho é observar o mar, caminhar pela areia e
pescar para sua sobrevivência. Boa sorte!”.
O homem entrou pela porta. A mulher fechou a porta
atrás dele.
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