terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Vaga


Um homem passa diante de uma placa com a seguinte inscrição: “Há vagas”. Curioso e decidido a trocar de emprego ele resolve procurar mais detalhes. Entra.
Havia uma pequena entrada, um corredor estreito e comprido; no final do corredor, dobrava-se à esquerda. Lá o homem encontrou uma mulher sentada diante de uma mesa. Séria. Parece não ter visto o homem entrar.
Tudo muito pequeno. Apertado. Incômodo. Sufocante.
O homem pergunta o que é necessário para preencher a vaga. A mulher lhe estende uma folha de papel, não diz nada, sequer olha para ele. Sentindo-se intimidado, o homem pega o papel diz “obrigado” à mulher e sai.
Felizmente ninguém mais havia passado pelo corredor, pois o homem saiu correndo assim que dobrou à direita. Estava assustado, a mulher tinha uma aparência severa demais, e o ambiente todo muito fechado quase o deixou sem ar.
Quando estava na rua, decidiu tomar um café e ler o que havia na folha. Parou, sentou, bebeu água e pediu um café. Pegou o papel dobrado na camisa e surpreendeu-se ao ler: “Venha fazer parte deste grande empreendimento!! Se você é observador, gosta de caminhar e é independente, junte-se a nós!!”. “Só isso?” pensou o homem. Ainda sem acreditar no que lia, o homem decidiu se candidatar a uma vaga.
Quando voltou ao lugar sufocante e disse que queria se candidatar à vaga, a mulher sorriu-lhe e disse: “A vaga é sua”. Ela se levantou e abriu uma porta. Espantoso! Havia uma praia maravilhosa do outro lado. (Daquelas que a gente só conhece pelos programas de viagem ou filmes).  Ainda sorridente, a mulher voltou-se para o homem e disse-lhe: “Agora, seu trabalho é observar o mar, caminhar pela areia e pescar para sua sobrevivência. Boa sorte!”.
O homem entrou pela porta. A mulher fechou a porta atrás dele.

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